quinta-feira, 17 de maio de 2018

ARTIGO DE MÁRCIO POCHMANN NA FOLHA DE SÃO PAULO: PALADINO DE GOVERNO PARA RICOS.


Em artigo publicado na Folha de São Paulo hoje, 17/05, o professor Márcio Pochmann mostra de maneira didática e objetiva como o golpismo das elites comandado pela Globo, significativa parte do poder judiciário e partidos políticos, como por exemplo o PSDB, esta levando o Brasil ao caos e a maioria dos brasileiros a miserabilidade e, também como segmentos dos ideólogos brasileiros compactuam na defesa deste neoliberalismo selvagem praticado por um governo que esta a serviço dos ricos.



Direto do Tendências e Debates:

Marcio Pochmann: Paladino de governo para ricos - Ideólogos como Samuel Pessoas disputam tal papel.


Após dois anos de gravíssima recessão, a economia brasileira encontra-se em ritmo de estagnação, com anomalias próprias de um capitalismo controlado por equivocado receituário neoliberal.
 
Em sua nova versão desde o desastre dos anos de 1990 em administrar as finanças públicas, com dívida líquida saltando de 30% para 60% do PIB entre 1995 e 2002, a atual equipe "dos sonhos do mercado financeiro" do governo Temer teima em fracassar duplamente.
 
De um lado, o neoliberalismo adotado voltou-se ao ataque dos direitos sociais, promovendo o desmonte das políticas públicas, com a retirada dos pobres do orçamento governamental e o rebaixamento do investimento ao menor patamar das últimas cinco décadas.
 
O resultado tem sido o desemprego mais abrangente, o colapso da classe média assalariada, o empobrecimento da população e o mais assustador: o dramático aumento de famílias miseráveis.
 
O Brasil caminha para se tornar novamente aquele país em que o sonho do mais pobre é garantir ao menos três refeições na mesa de casa.
 
Mesmo assim, o endividamento público cresce vertiginosamente, gerando desorganização nas finanças governamentais. Quando a presidente Dilma foi arbitrariamente retirada, a Dívida Líquida Consolidada do Setor Público, que era de 39,2% em maio de 2016, passou a equivaler, em fevereiro de 2018, a 52% do PIB.
 

De outro lado, a inegável incapacidade do neoliberalismo de permitir a retomada sustentada do crescimento econômico. No dia 24 de junho de 2016 (1 mês e 11 dias após o afastamento da presidenta Dilma), por exemplo, uma nota do Ministério da Fazenda de Henrique Meirelles definia o seguinte:
 

"A situação do Brasil é de solidez e segurança porque os fundamentos são robustos. O país tem expressivo volume de reservas internacionais e o ingresso de investimento direto estrangeiro tem sido suficiente para financiar as transações correntes. As condições de financiamento da dívida pública brasileira permanecem sólidas neste momento de volatilidade nos mercados financeiros em função de eventos externos."
 

E continuava: "O Tesouro Nacional conta com amplo colchão de liquidez. A dívida pública federal é composta majoritariamente de títulos denominados em reais Além disso, o governo anunciou medidas fiscais estruturantes de longo prazo. A recente melhora nos indicadores de confiança e na percepção de risco do país reflete essas ações. Nesse contexto, o Brasil está preparado para atravessar com segurança períodos de instabilidade externa."
 
Os dois anos de governo Temer indicam que —ao contrário do conjunto da sociedade— são fundamentalmente os bancos que acumulam lucros extraordinários (os três maiores bancos privados tiveram lucro líquido de R$ 53,8 bilhões em 2017, 15% superior ao de 2016).
 

Na mesma marcha, destaca-se o conjunto dos rentistas, que absorveu R$ 401 bilhões (6,1% do PIB) do orçamento público somente no ano passado. 
 

É nessa perspectiva que ideólogos como Samuel Pessôa disputam, entre outros, a acirrada posição de paladinos do governo para ricos.
 

Assumem, como na época da Inquisição, a condição de julgadores que definem o que é o "certo", desqualificando colegas, distorcendo argumentos e posando de falsa moral acadêmica.
 

Não importa que apenas cinco bilionários detenham patrimônio equivalente ao ganho da metade mais pobre dos brasileiros, tampouco reconhecer que, no país, ser rico é muito mais do que igual situação na França. O que vale mesmo é propagar o irresponsável ideário neoliberal e distorcer a realidade, sempre em defesa do governo para os ricos no Brasil.

terça-feira, 10 de abril de 2018

SERÁ JUSTIÇA? POR JOSÉ VIEIRA DIRETO DO SITE BRASIL COMENTA.


Para alguns tudo; para o povo o rigor majorado da lei.

Sem considerar a figura de expressão do paciente do habeas corpus julgado pelo STF no último dia 04/04/2018, o ex-presidente Lula, o resultado do julgamento causa incômodo a quem procura realizar uma análise isenta dos fatos.

Após votos brilhantes em todos os sentidos, coube à Ministra Carmem Lúcia, presidente da Corte, decidir a questão, votando pela denegação da ordem.
É preciso que todo cidadão reflita um pouco sobre o que essa decisão significa, sem se deixar entorpecer pelo embate político existente, pois essa medida interfere diretamente na vida de todos.

O texto constitucional em análise na ocasião, artigo 5º, inciso LXII, literalmente diz: “Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória”. Para aqueles que não detém qualquer conhecimento jurídico, vale dizer que a culpa é pressuposto para a imposição da pena, ou seja, apenas quando firmada, de modo irrefutável, por meio de sentença penal condenatória não mais passível de recurso, a pena deverá ser aplicada.

Consideração tecida, é importante entender que a literalidade do texto constitucional, neste caso, reflete a vontade do legislador constituinte originário em proteger o segundo bem mais valioso para o ser humano, logo após a vida: a liberdade. Também é preciso entender que a chamada “tripartição dos poderes” – em verdade o poder é uno e indivisível – prevê ao Legislativo a função de estabelecer os textos legais ou de alterá-los, mesmo que a proposta de criação ou mudança parta do Executivo.

Essa decisão do STF, com todo o respeito aqueles que pensam de forma contrária, abre perigoso precedente a decisões do Poder Judiciário que invadam as atribuições do Legislativo, ao estabelecer entendimento diametralmente oposto ao texto literal da Lei Maior.

Não se trata aqui de defender “a” ou “b”, mas de pensar acerca dos limites da hermenêutica jurídica. 

Sabe-se que fatos e provas são analisados até a segunda instância, ou seja, Tribunais Regionais Federais ou Tribunais de Justiça Estaduais, e que a interpretação de lei federal e a padronização do seu entendimento são de competência do Superior Tribunal de Justiça – STJ, restando ao STF debruçar-se sobre os aspectos constitucionais arguidos nos processos.

No entanto, essa competência estabelecida pela própria Constituição não determina que um condenado em 1ª e 2ª instâncias não possa recorrer livre em um processo, desde que sua conduta não incida em uma das causas determinantes de prisão cautelar ou preventiva. Ao criar essa nova formatação o STF invade a seara de outro poder, o Legislativo, usurpando-lhe uma de suas principais funções, que é a de alterar, quando necessário, após o processo legislativo estabelecido pela própria Constituição Federal de 1988, parte ou o todo de um texto contido na Carta Magna.
 
Ressalte-se que a atribuição do Poder Legislativo, no caso, é tão exclusiva, que qualquer mudança na Constituição Federal é realizada pela Câmara dos Deputados e o Senado Federal, sendo promulgada, em conjunto, pelas mesas diretoras das duas Casas, sem qualquer participação do Executivo ou do Judiciário.

Com efeito, é possível verificar o grave problema causado pela decisão de 04/04/2018 para o trato entre os poderes, além do dano maior gerado para o cidadão, decorrente da aplicação de hermenêutica por demais estendida, que permite submeter alguém à prisão antes de esgotados todos os meios de refutar a culpa que lhe é imposta, mesmo que isso ocorra por meio de falha procedimental ou processual.

Corrobora o entendimento de equívoco havido no julgamento de 04/04/2018, o fato de haverem duas ações declaratórias de constitucionalidade, sob nº 43 e 44, a serem analisadas sobre o mesmo tema pelo STF, estando estas inicialmente livres do clamor popular, por não estarem vinculadas diretamente a nenhuma pessoa da expressão nacional que o ex-presidente Lula tem. Efeito muito melhor seria produzido se as ações mencionadas tivessem sido pautadas antes do habeas corpus, gerando mais isenção e tranquilidade tanto para os julgadores como para a população, que assimilaria melhor e sem tantas dúvidas o resultado proclamado.
 
Também é pertinente dizer que a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, fixada pelo STF serve, ainda, para aumentar a distância entre os direitos e garantias dos cidadãos e as prerrogativas de função dos agentes políticos.

Isso é possível de se constatar quando vemos um presidente da república denunciado duas vezes (com a terceira denúncia batendo à porta) pela Procuradoria Geral da República, em razão da prática de crimes que lhe é atribuída, e o mesmo, por um foro político e totalmente cooptável, se vê livre para continuar a mandar no país, inclusive para se candidatar à reeleição.
Observe-se que as denúncias e todas as investigações que as sustentam são altamente técnicas; já a análise de sua admissibilidade pelo Legislativo, não obstante peça com teor jurídico apresentada, foi definida pela preferência política, pelo voto dos satisfeitos ou insatisfeitos com o tratamento recebido do governo federal. 

Será que em nenhum momento esse tipo de situação incomodou o STF? Será que ninguém teve interesse em ver prevalecer a verdade dos fatos, por meio de um processo legal, ao invés de manter uma situação obnubilada no poder, a título de se resguardar uma pretensa “melhora econômica do país”, como foi largamente dito pelos defensores do presidente?

Para alguns tudo; para o povo o rigor majorado da lei. 

Será essa a nova regra derivada de interpretação da mais alta Corte do país? 

Espera-se, com tênue fé, que não.


José Vieira

Jornalista, bacharel em Direito(aprovado na OAB), servidor público, pós graduado em Direito da Comunicação Digital e em Gestão Pública - FMU; Professor do Centro de Estudos em Segurança Pública e Direitos Humanos - CESDH, Diretor da Associação Paulista de Imprensa - API, articulista e palestrante.


quinta-feira, 1 de março de 2018

DEFENDER LULA CONTRA OS ESCRAVAGISTAS É DEFENDER UM FUTURO DE ESPERANÇA.

Não se trata apenas e tão somente de admirar um líder, mas de ser justo com 
quem realmente mostrou que desigualdade social histórica 
no Brasil pode  sim ser eliminada.



O atual momento histórico pelo qual o Brasil passa não permite vacilo. Podemos ter criticas ao governo do campo progressista com o PT à frente de 2003 até 2016 quando aconteceu o golpe que as elites com origem escravagista, com apoio principalmente dos EUA, desfecharam contra a democracia brasileira, porém é praticamente impossível esquecer os avanços sociais que significativa parcela da sociedade brasileira alcançou nos governos Lula e Dilma e isto não pode ser simplesmente apagados da memória dos milhões de brasileiros, que deixaram a pobreza e conseguiram ter a expectativa de terem seus sonhos realizados.

A condenação injusta de Lula e a tentativa de prendê-lo tirando ele da militância política é um ato de desprezo deste segmento da elite, tendo a Rede Globo à frente , contra a maioria dos brasileiros, que são pessoas honestas e trabalhadoras e que foram fundamentais na luta contra a ditadura militar através da mobilização nas greves dos anos setenta e oitenta do século passado, passando pelas eleições que mesmo tuteladas pela ditadura, progressivamente desde 1974, infligiram derrotas sempre cada vez maiores aos partidos defensores do regime militar, culminando nas grandes manifestações pelas diretas em 1985, que enterraram de vez os governos dos generais.

Mesmo assim foi necessário que o povo brasileiro amargasse os governos Sarney, Collor (que foi cassado comprovadamente por corrupção) e FHC até 2002 quando finalmente a maioria dos eleitores se sentiram plenamente esclarecidos para votar em Lula rompendo assim os grilhões da manipulação das elites contrárias a eliminação da desigualdade social no Brasil.

Lula não desapontou seus eleitores mesmo diante de todos prognósticos de que seu governo seria um fracasso, conseguiu ser o melhor Presidente da Republica da história do Brasil, sendo reeleito em 2006 e, participando ativamente da eleição de sua sucessora Dilma Roussef em 2010 e da reeleição dela em 2014.

Diante deste quadro não restou outra alternativa ao segmento da elite mais atrasado com origem escravagista, senão apostar no golpe em 2016, porém não para entregar o poder em 2018 para Lula novamente porque o plano deste segmento extremamente minoritário da sociedade brasileira a serviço dos EUA é se perpetuar no poder a qualquer custo sem se incomodar com a maldade que isto representa para a maioria da sociedade brasileira.

Para comprovar isto basta uma simples analise dos direitos retirados do povo, como no caso da tal reforma trabalhistas, e também serviços retirados do mesmo povo, como a Farmácia Popular dentre outros, além dos abusivos aumentos dos combustíveis e do gás de cozinha, que trouxeram de volta, através do governo golpista, o cotidiano de aperto que os brasileiros já viveram no regime militar e nos governos Sarney, Collor e FHC. Isso sem contar o desemprego de milhares de brasileiros, que persiste apesar das mentiras da mídia pertencente a mesma elite do atraso.

Por isso mesmo todos nós, que lutamos pela democracia e que somos contra as maldades que os golpistas estão impondo a sociedade brasileira, temos a obrigação histórica de denunciar o golpe e defender Lula, porque sua liderança representa a esperança de um futuro melhor para a imensa maioria da sociedade brasileira, na qual estão inseridos nossos filhos, porque se o governo golpista persistir, certamente estaremos condenados a sobreviver em uma sociedade desigual e dominada por uma elite egoísta, que tem como meta entregar as riquezas do Brasil, principalmente o petróleo do pré-sal, para o capital internacional, os tais dos mercados, que até hoje tudo que conseguiram produzir foi somente a miséria e o sofrimento onde governos patrocinados por eles dominaram.

 Flávio Luiz Sartori


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

SECRETARIOS DA PREFEITURA DE CAMPINAS SÃO FLAGRADOS PREVARICANDO E CONSPIRANDO CONTRA MÉDICOS

Sem receber salários, funcionários da OS Vitale não tiveram 
outra alternativa e entraram em greve.


Em novo áudio obtido pela justiça os secretários da prefeitura de Campinas, Wanderley de Almeida e Silvio Roberto Bernardin, foram flagrados discutindo formas de pressionar os médicos que atendiam pela OS Vitale no Hospital Ouro Verde a aceitar as condições impostas pela empresa, que atrasou salários, precarizou as relações trabalhistas e permitiu que faltassem insumos básicos, como seringa, na unidade hospitalar que atende a maior região populacional da cidade de Campinas. 

Não bastasse o transtorno causado aos médicos com a cumplicidade de Jonas Donizetti, os secretários agiram a luz do dia para tentar inviabilizar que o Sindicato que representa os médicos de Campinas, o SINDIMED, pudesse exercer seu papel constitucional de defender os interesses dos trabalhadores. Wanderley Almeida, Secretário de Relações Institucionais da Prefeitura Municipal de Campinas afirmou no áudio gravado pela justiça: “Tem que ter uma medida de força, que é não conversamos com SINDMED, a relação é CNPJ com CNPJ”.

Uma violência sem precedentes contra o sagrado direito de organização dos médicos. 

Mas aconteceu  pior, ao sugerir que a Vitale  pagasse antecipadamente os médicos por não ter capacidade de contratar novos profissionais, caso demitisse os médicos contratados, os secretários admitem o péssimo serviço da própria Vitale, Bernardin diz: “Do jeito que estão sujos no mercado (no caso a Vitale) não vai achar quem queira vir entendeu?”. 

Os secretários não sugerem nenhuma medida legal para melhorar o serviço, como aplicar multas ou romper o contrato. Medidas previstas por lei e que poderiam ser tomadas pra defender os interesses do povo de Campinas. 

Pelo contrário: conspiram para “quebrar” o espírito da categoria médica e empurrar os evidentes problemas de gestão para debaixo do tapete. Um escárnio.

O SINDMED continuará defendendo os médicos de Campinas e região e denunciando os crimes cometidos pela empresa Vitale e pelos  gestores públicos do governo Jonas Donizeti. Não nos intimidarão. Conclamamos a sociedade a reagir contra esse crime que tira dinheiro do serviço público mais essencial fornecido pela prefeitura: a saúde. 

Casemiro Reis - Presidente SINDMED Campinas.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

NOTA DO SINDIMED CAMPINAS: Médicos de Campinas apoiam e saúdam operação do Ministério Público Estadual.

Recentemente os médicos do Hospital Ouro Verde de Campinas, 
por incrível que pareça, entraram em greve por falta de pagamento.


Médicos de Campinas acompanham operação “Ouro Verde" do Ministério Público contra desvios na saúde
 

Desde Março de 2017, quando a diretoria do Sindmed (Sindicato dos médicos de Campinas e Região) levou ao Ministério Público suas suspeitas contra a empresa que gerenciava o complexo Ouro Verde, os médicos aguardavam um desfecho como o de hoje das investigações.


Dr. Casemiro Reis, presidente do SINDMED Campinas,
que denunciou ao Ministério Público as irregularidades 
no Hospital Ouro Verde, que deram origem a ação 
policial de hoje (30/11/2017).

A Organização Social  sem fins lucrativos (OS) Vitale, que recebe cerca de R$ 10 milhões/mês da prefeitura de Campinas para gerenciar o Complexo Hospitalar Ouro Verde, promoveu um completo desmonte do atendimento da unidade de saúde local, com a total omissão do poder público.

Desde que assumiu a gestão, a OS promoveu o desabastecimento e  descaso com o hospital. Faltam insumos básicos para o dia a dia. De gaze a seringa. Faltam profissionais para atender adequadamente a população. Pior: falta o salário em dia para os médicos que, a despeito das adversidades, atendem o povo na unidade que fica na periferia de Campinas.

A pergunta que levou o sindicato a fazer a denúncia judicial é: Se nunca faltou o dinheiro dos cofres públicos, porque falta tudo? A óbvia resposta, negligenciada pela poder público municipal, foi dada pelos promotores na manhã de hoje.

A Vitale  sempre se comportou dessa forma.  Perseguiu e demitiu médicos com registro em carteira para contratar outros por “PJ”, precarizando o trabalhando. Fato questionado pela justiça do trabalho após denuncia do Conselho Regional de Medicina em conjunto com o Sindicato dos Médicos.

Durante o ano trocou os uniformes de todos os funcionários que passaram a ser comprados em empresa de parente de um dos diretores da OS, mesma prática adotada em relação ao pagamento de consultorias, sempre para parentes de diretores. Um escândalo, uma farra com dinheiro público justamente na saúde, área social tão vulnerável do Estado brasileiro.

O Sindmed Campinas seguirá atento e denunciando abusos e desvios na gestão dos recursos para saúde e defendendo a categoria médica que presta um atendimento essencial a população.

Casemiro Reis
Presidente do Sindimed

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

PARA GLOBO ATIVIDADE CULTURAL É MERCADORIA



 A hegemonia da Globo provoca a padronização
da produção cultural.


A Globo preconiza como princípio basilar de sua existência organizacional a sua inserção no mercado capitalista através de três conceitos básicos: o entretenimento, a indústria cultural e a hegemonia cultural. Sua estrutura empresarial e programação seguem esses modelos referenciais.



O entretenimento, nesse caso, trata a atividade cultural como mercadoria e o público, ou telespectador, como cliente. Portanto, todo processo cultural transformado em produto deve entreter, divertir e ser vendido. Esteja no formato da publicidade, assinatura de tv, shows, ou outros. Para isso, a cultura não é para o singelo prazer, diversão, lazer ou crescimento pessoal. Nessa dimensão, arte existem para se ganhar dinheiro.



A indústria cultural produz. Como uma indústria comum que transforma madeira em cadeira e a vende, a indústria cultural transforma cultura em produto e o vende.



A hegemonia, como diz o pensador Gramsci, está em conformar essa cultura no intuito de dominar a política e, nesse bojo, a formação de opinião das pessoas em sociedade de consumo.



Para atingir essa meta, qualquer assunto pode estar transformado em produto cultural e, por conseguinte, vendido. Por vezes nos encontramos enganados, achando que é um modelo democrático e que valoriza a diversidade. Mas, é só uma forma perspicaz de nos atrair, para ampliar a sua audiência, e, de forma controlada, vender àquilo do que lhes interessam.



E sobre as redes de tvs, à nossa disposição? Creio que não se pode prescindir de uma política pública democrática. E, por sua vez, mesmo o PT e aliados, o líder Lula, ou mesmo qualquer governo pluralista, teriam que ter a coragem e a visão de romper com esse monopólio. Em curiosidade, ao qual nenhum país democrático se submete, ao possibilitar a ampliação de canais e acesso da  sociedade, não restringindo a pequenos grupos a posse das redes de mídia. Abrir as concessões é fundamental para o desenvolvimento da país, a qualquer organização da sociedade civil que manifeste interesse em possuir o seu canal de comunicação. Simplesmente, esse gesto seria suficiente para gerar centenas de mídias alternativas, milhares de novas produções culturais e empregos,  e quebrariam o monopólio de opinião. Simples assim.



Prof. Dr. Odair Marques da Silva, docente UNISAL.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

PESQUISA IBOPE COM LULA NA FRENTE É PRESSÃO PARA A DIREITA ARRUMAR CANDIDATO


Se os golpistas optarem por medidas anti democráticas, dentre as quais estaria
o impedimento judicial ilegal de uma candidatura Lula, a resistência
dos movimentos populares terá como consequência a
instabilidade social permanente.


A pesquisa IBOPE Globo, que coloca Lula na liderança com 35% na sondagem estimulada, divulgada no ultimo final de semana, em um domingo e sem destaque de manchete foi uma ação de pressão da família Marinho em nome dos setores golpistas das elites e dos mercados sobre os partidos golpistas, principalmente o PSDB, que a praticamente um ano da eleição continuam sem alternativa de um candidato de oposição viável e cada vez mais “nas mãos” de uma candidatura Bolsonaro, que dificilmente conseguira transpor a casa dos 30% junto ao eleitorado e não tem mínima condição de fazer frente a Lula.

O único destaque momentâneo na mídia tradicional desta pesquisa ficou para o UOL da Folha e obviamente para a mídia alternativa e progressista nas redes sociais.

Desesperado, o Estadão, em estado de pré-falência, fez coro a pressão dos Marinhos pela via do medo ao publicar em um de seus blogs, a Coluna Estadão, que em rodas de conversas, analistas do mercado financeiro já estariam dizendo que no caso de um segundo turno entre o ex-presidente Lula e Jair Bolsonaro (PSC-RJ) teriam preferência pelo deputado da direita radical com viés para o fascismo porque a eleição de Lula provocaria a disparada do dólar, chegando a citar falsas projeções de que moeda norte-americana poderia ficar acima de seis reais.

Os tais “analistas do caos” profetizaram que Lula levaria vantagem em um quadro eleitoral com a abstenção muito alta devido ao fato das pesquisas mostrarem de que o petista já tem mais de 30% na preferência dos eleitores.

Para a Globo e a elite escravagista, a solução ideal seria colocar o PT e os outros partidos progressistas na ilegalidade, impedindo que disputassem a eleição de 2018 ou, até mesmo um adiamento desta eleição em um processo de endurecimento rumo a uma ditadura.

Porem, ao que tudo indica, eles não tem forças para isto neste momento porque medidas desta magnitude representariam um imenso desgaste com a possibilidade de um enfrentamento muito duro e com os movimentos de massas.

Neste caso, os golpistas necessitam se unificar o mais depressa possível antes que seja tarde demais, nem que seja sobre a pressão do medo do “fantasma das esquerdas” em uma realidade em que Lula deve estar até com mais de 35% de intenções de votos estimulados.

Sempre que os processos eleitorais se aproximam, pesquisas com resultados duvidosos aparecem e no caso destes últimos DataFolha e IBOPE não seria diferente. Para os golpistas com os irmãos Marinho à frente, uma manipulação com Lula na faixa dos 20% a 30% e um candidato das hostes golpistas na casa dos 30%, nem que fosse um Luciano Huck da vida, seria o ideal, mas o anti Lula definitivo ainda não existe.

O que os golpistas tem é o Bolsonaro, que de acordo com o IBOPE esta no teto de 15%. Os outros nomes então seriam Marina Silva, que cai cada vez mais e nunca empolgou a ponto de ser um anti Lula para valer, também tem Geraldo Alckmin que é Governo em São Paulo, portanto vidraça, Doria que na realidade deve estar fingindo ser candidato de extrema direita a serviço de Alckmin para tirar votos de Bolsonaro, tem também o Ciro Gomes que seria uma terceira opção, porem sem condições de avançar nem à direita nem e a esquerda, principalmente com Lula na disputa.

O PT mesmo sem Lula terá candidato próprio forte porque este candidato herdará sim a maioria dos votos lulistas paulatinamente durante campanha eleitoral. Quanto a Luciano Huck, na realidade apenas seria um preposto da Globo muito fácil de ser desmascarado em uma campanha eleitoral.

Neste caso, o que restaria a direita golpista? Ir para a disputa acreditando em uma pretensa “recuperação econômica”, algo parecido com o que Macri usou n Argentina recentemente, com seu partido tendo um desempenho apenas razoável que foi turbinado por praticamente toda mídia local como que se fosse uma grande vitória quando não foi.

Ter um candidato anti Lula e esquerdas apoiado no anti petismo e na direita, incluindo os fascistas, com o detalhe deste candidato aparentemente não ter nada em comum com Temer e sua turma.

Neste contesto, o desejo dos golpistas seria algo parecido com a eleição de 1994, quando Lula liderava ate meses antes da eleição e então tivemos um centro articulado com a direita personificado na figura de um FHC alçado a condição de pretenso “salvador da pátria” na carona do Plano Real em uma articulação dos mesmos golpistas de hoje, que conseguiu iludir uma maioria de eleitores brasileiros em duas eleições (também em 1998), sendo que foram desmascarados em 2002, quando o povo brasileiro definitivamente caiu na real diante dos enganadores.

Só mesmo a necessidade de construir um anti Lula e forças progressistas, o mais depressa que for possível é que pode explicar que pesquisas do DataFolha e do IBOPE possam estar sendo divulgadas com Lula acima dos 35% a esta altura do campeonato porque se os golpistas não se viabilizarem em um processo eleitoral, por mais incrível que possa parecer, não terão legitimidade e a única saída para eles será a extinção da democracia, mas isto trará o caos.